Kaina A. Ferreira - CRP 12/28594

  • fevereiro 22, 2026

Papais e mamães: seu filho sente muita coisa… mas nem sempre consegue explicar falando

  • fevereiro 22, 2026

Papais e mamães: seu filho sente muita coisa… mas nem sempre consegue explicar falando

Papais, seu filho tem sentimentos que nem sempre consegue expressar apenas falando. E é por isso que, muitas vezes, vocês observam agressividade, medo, ansiedade, irritação, choro, birras mais intensas, dificuldades na escola ou mudanças no sono, e ficam com aquela sensação: “Eu vejo que tem algo acontecendo, mas não sei o que é… e nem como ajudar.”

Na infância, a criança ainda está aprendendo a entender o mundo e também a entender o que sente. Às vezes ela não tem palavras para explicar. Então ela mostra do jeito que consegue: no comportamento, nas reações, no corpo, no silêncio.

É aí que entra um recurso que usamos na Clínica: a Casa Terapêutica.

A Casa Terapêutica é uma casinha em miniatura com ambientes e personagens. Com ela, seu filho vai se soltando, mostrando como está se sentindo e demonstrando como enxerga a dinâmica da família: o convívio com vocês, avós, tios, irmãos… tudo isso vai aparecendo aos poucos nas cenas que ele cria.

E sim, a criança costuma sentir como se fosse uma brincadeira.
Mas pra mim, que sou profissional, é uma forma segura e respeitosa de entender melhor o que está acontecendo por dentro, sem forçar conversa, sem pressão e sem “interrogatório”.

A ideia não é colocar rótulos, nem sair “adivinhando causas”.
O primeiro passo é compreender a criança com cuidado, e então, com o tempo, orientar vocês e aplicar métodos para o bem-estar psicológico e o desenvolvimento emocional dela.

Por que isso ajuda tanto?

Porque quando a criança se sente segura, ela começa a mostrar:

  • o que ela entende da rotina da casa
  • quem ela sente mais perto
  • onde ela sente insegurança
  • o que parece difícil pra ela
  • o que ela está tentando “segurar sozinha”

E quando a gente consegue enxergar isso com clareza, fica muito mais fácil ajudar do jeito certo.

Em quais situações esse caminho costuma ser muito útil?

A Casa Terapêutica pode ser um caminho gentil quando vocês percebem:

  • Agressividade (bate, empurra, responde com raiva, “explode” do nada)
  • Medos intensos (não quer dormir sozinho, medo de ficar longe, medo constante)
  • Ansiedade (preocupação excessiva, tensão, irritação, necessidade de controle)
  • Choro frequente ou tristeza sem motivo claro
  • Mudança no sono (pesadelos, acorda muito, dificuldade pra dormir)
  • Dificuldade na escola (atenção, socialização, recusa, queda de rendimento)
  • Ciúmes e conflitos entre irmãos
  • Regressões (volta a fazer coisas de quando era menor)
  • Momentos de mudança na família, como:
    • separação dos pais
    • novo casamento/novo parceiro
    • mudança de casa/cidade
    • chegada de um bebê
    • luto/perdas
    • conflitos frequentes dentro de casa

Tem situações em que a criança nem entende direito “o que aconteceu”, mas sente a mudança e isso já é o suficiente para gerar confusão por dentro.

“Mas eu tenho medo de estar exagerando…”

Essa é uma frase que eu escuto muito.

E eu gosto de responder assim, bem honestamente: se está difícil pra vocês e está pesado pra criança, já é motivo suficiente pra olhar com carinho.

Terapia infantil não é “pra quando a coisa estourou”.

É também pra quando a gente quer evitar que a criança carregue sozinha o que ela ainda não sabe organizar.

Como funciona na prática?

De forma bem simples:

  1. Vocês me contam o que estão observando (rotina, escola, mudanças, preocupações).
  2. Eu atendo seu filho com recursos adequados pra idade, como a Casa Terapêutica.
  3. Aos poucos, eu vou entendendo padrões emocionais e de convivência.
  4. E vou fazendo devolutivas e orientações, porque terapia infantil costuma funcionar muito melhor quando família e terapeuta caminham juntos.

O que vocês ganham com isso (na vida real)

  • Mais clareza: “Agora eu entendo melhor o que estava por trás desse comportamento.”
  • Menos culpa e menos briga: sai o “ele faz porque quer” e entra o “ele está pedindo ajuda do jeito que consegue”.
  • Mais ferramentas: como orientar, como conversar, como colocar limites com firmeza e acolhimento.
  • Uma criança mais segura: que aprende a reconhecer emoções, se acalmar e se comunicar melhor.

Se vocês sentem que “algo não está encaixando” e querem entender melhor o que seu filho está vivendo, a terapia é um caminho gentil, respeitoso e muito humano.

Eu estou aqui para fazer meu trabalho: acolher, entender e guiar, passo a passo, nessa mudança junto com vocês.

Vá em frente, vem...

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Nela, a gente entende o cenário, tira dúvidas e decide juntos se este é o melhor caminho agora.

Vamos cuidar do bem‑estar do seu filho juntas?

Este artigo tocou em algo importante para você? Como psicóloga recém‑formada, trago energia renovada e as técnicas mais atuais para ajudar sua família.

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Kaina Andressa Ferreira

CRP 12/28594

Psicóloga com foco em infância e adolescência.

UNOESC Videira/SC

Kaina Andressa Ferreira

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Psicóloga com foco em infância e adolescência.

UNOESC Videira/SC
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